Vazio preenchido pelo vazio
Não sei se lembram. Se é que alguém lê. Mas aquele porta-retratos que acalmava já não está mais lá. Agora, sem uma imagem, fica guardado. Encostado. Esperando outra chance de se exibir.
Eu ainda lembro do click. Mas não penso mais naquele momento. Talvez aquela imagem nem me acalmasse de verdade. Poderia ser só eu me enganando, esperando alguma tranquilidade vinda daquela foto. Como a plenitude daquele dia.
Aquele dia lá passou já há tanto tempo. Há quase um ano. As famosas 24 horas de pura felicidade que se foram. Que me esgotaram. Que pareciam me dizer que eu nunca mais sentiria a alegria em mim daquele jeito. E trouxe tristeza depois.
Tristeza também que ficou na memória. Mas que também está para trás. Não será esquecida, apenas sentida de modo diferente. Para lembrar, fazer com que eu me dê conta, de que quem move meu sorriso sou eu. Em dias mais fáceis e nos mais difíceis.